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SANTO REMÉDIO

Esta semana, após o lockdown, tivemos o retorno das atividades esportivas em Franca, mais um retorno. Esse vai e vem (o quarto retorno já nesta pandemia) mostra como o setor de academias e escolas esportivas, assim como muitos outros, sofrem com insegurança e com esse “fantasma”; rondando com outro possível fechamento. 

Quem sofre também são as crianças. Elas têm, através do esporte, uma grande oportunidade de socialização e gasto da tamanha energia que possuem acumuladas. Nesta oportunidade pude testemunhar a alegria do meu filho de 5 anos a caminho da natação na última segunda feira, tal alegria se resumindo em uma frase dentro do carro: “Que bom que estamos indo na natação papai”. Emocionante. 

No outro dia tínhamos um grande desafio, após dias dormindo até um pouco mais tarde, teríamos que acordá-lo cedinho para ir ao retorno da escola de futebol. Moleza, uma vez que, devido à prática da natação, dormiu cedo e profundamente a noite inteira, além do principal, o fator psicológico. Foi só chegar na cama e falar: “acorda que você tem futebol”, o rostinho dele, de semblante sono profundo já mudou para sorriso e empolgação, iniciando com um grande “Eba”. 

O encontro, ou melhor, o reencontro com os colegas também é emocionante. Mesmo com a ausência de um abraço ou um simples aperto de mãos, a gente observa eles e parece que nem estavam há dias afastados, cria -se uma sintonia tão legal que nos trás a certeza de quanto o esporte trás amizades saudáveis. Além da disciplina que observamos no simples fato de treinarem de máscara sem reclamar, pois, antes assim do que em casa ociosos. 

É nítido como o esporte faz bem para elas, como dormem melhor, como ficam mais felizes e dispostas, controla a ansiedade. Todas as crianças precisam ter o esporte em sua rotina de vida, desde pequenininhos. Essa relação é alimentada diariamente e interfere positivamente no desenvolvimento delas, de forma considerável. Aos pais, cabe a responsabilidade de incentivar essa prática, mesmo quando os mesmos não são praticantes ou nunca foram esportistas. Muitas vezes o mais difícil é organizar a rotina e ter tempo para levar, mas essa questão precisa ser tratada com importância. 

Para o esporte não há desculpa, é uma vasta variedade de opções para sua prática. São muitas modalidades e valores diversos. Sua prática deveria ser obrigação para crianças e adolescentes. Para os pais, levar o filho para uma prática esportista deveria ter a mesma prioridade que levá-lo à um pronto socorro por exemplo. Pois o esporte é um santo remédio.

 Fabiano Cardoso Pradela

 “Ensine uma criança a praticar esportes e tenha a consciência de dever cumprido. ”Rui Borgmann, jornalista e cronista esportivo

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