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CORRER NA PANDEMIA OU CORRER DA PANDEMIA?

“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, talvez essa frase nunca foi tão significativa nessa época de pandemia, se a relacionarmos ao esporte, pois a prática esportiva tradicional não pôde ser realizada em muitos momentos e situações, mas ela é fundamental para a manutenção da saúde e no aumento da imunidade das pessoas. A prática esportiva é indicada a todo ser humano, seja ele com a dificuldade ou impedimento que tiver, sempre haverá um esporte que ele possa praticar. O difícil agora é praticarmos nosso esporte preferido com os protocolos sanitários exigidos para a contenção da Covid-19.

Um dos maiores legados desta pandemia será a realização de atividades de forma virtual, e muitos profissionais de Educação Física conseguem passar virtualmente, mesmo que de forma básica, exercícios para que seus alunos mantenham a saúde física e mental. Entretanto, nesse modelo virtual, são poucas as pessoas que conseguem manter uma rotina qualificada de treinos. A maioria das pessoas quando são acometidas a ficar em casa não conseguem se impulsionar a fazer uma atividade física mais restritiva, ocasionando no aumento do sedentarismo e na obesidade. Muita gente já custa a praticar exercícios mesmo com o professor incentivando ou mesmo pagando a fatura da academia. As pessoas se entregam à falta de tempo devido à correria da vida, além da natural preguiça e comodismo do corpo humano. Agora imagina essas pessoas com as restrições da pandemia? Não vão se exercitar, e está aí o grande risco para elas. Afinal, como podemos fazer exercício e se proteger ao mesmo tempo?

É notório que as pessoas não aguentam mais essa pandemia, e essa exaustão há tudo isso pode ocasionar no relaxamento das mesmas em relação aos protocolos. Eis aí o “X” da questão. Apesar das restrições, na maioria das vezes os decretos autorizam a abertura das academias de esporte, sendo essas as grandes responsáveis em oferecer aulas seguras aos seus alunos. É possível crianças e adolescentes frequentarem sua escola de basquete, ou de futebol, ou outros esportes coletivos seguindo as regras, pois nesses casos, por exemplo, os praticantes conseguem fazer exercícios sem a realização do jogo, do coletivo. É possível praticar a natação, o treino funcional, a corrida, o pilates, a musculação ou a dança sem transgredir nenhuma regra sanitária. Basta o profissional de Educação Física intensificar sua criatividade, sua capacidade de elaboração dos planos de aula e sua responsabilidade com o momento em que estamos vivendo. É ele, o professor, que pode fazer o diferencial e provar que a atividade física é essencial e todos devem praticá-la sempre com a orientação de um profissional de Educação Física.

Encontrar um equilíbrio entre a atividade física e as restrições sanitárias é o grande desafio entre as autoridades e os profissionais da área. Protocolos minuciosos de cada modalidade esportiva já deveriam ter sido divulgados, pois da mesma forma que o esporte proporciona um grande número de modalidades que se adapta a qualquer pessoa, seja ela quem for, também pode proporcionar a segurança em fazer atividade física para se distanciar do vírus com uma imunidade maior. É comprovado que a hospitalização por Covid-19 é 34% menor entre as pessoas fisicamente ativas, ou seja, estar bem fisicamente não impede uma internação, mas minimiza. Eu sempre carrego em meus pensamentos o seguinte ensinamento: se não consegue resolver o problema, pelo menos o minimize. Literalmente devemos correr na pandemia, suar a camisa, e não correr dela. Enfrentar toda a dificuldade com responsabilidade e a busca de qualidade de vida, sempre.

Fabiano Cardoso Pradela

“Transforme a atividade física em um vício que ele dará habilidades para vencer outros”

Patrícia Cassol Eickhoff, psicóloga

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