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LEVANTA E CORTA

Há muitos anos o voleibol brasileiro sempre foi destaque nas competições mundiais, tanto masculino, quanto feminino. O primórdio deste sucesso foi em 1982 com o vice-campeonato mundial, na Argentina e em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles, com a medalha de prata, ambos no masculino. É notório que este esporte sempre foi conduzido com uma administração profissional, respaldando a junção da experiência com a juventude de novos talentos. Tivemos no fim desta semana o final da Liga das Nações, competição Internacional ao qual a equipe brasileira masculina foi campeã diante da Polônia e a feminina foi vice-campeã perdendo para os Estados Unidos. A expectativa para as olimpíadas de Tóquio são as melhores.

O voleibol sempre foi um esporte de destaque na educação física escolar, andando junto com basquete e handball nos principais planos de aula, perdendo apenas em popularidade para o futebol. Eu sempre gostei muito de jogar vôlei, principalmente no final do ensino fundamental, na sétima e oitava série. Sempre jogávamos nosso tradicional futsal, mas nas aulas vagas e no recreio juntávamos com as meninas da classe e fazíamos grandes partidas de vôlei, na quadra exclusiva da modalidade que tinha no Otávio Martins. Um fato engraçado dessa época foi que minha primeira namoradinha era a dona da bola de vôlei e, após o fim do namorico, ela não deixou eu jogar por um mês. Eu ficava sentado triste olhando todo mundo jogar, coisas de criança.

No ensino médio o vôlei não foi tão praticado assim nas horas vagas, mas em uma aula ou outra de educação física sempre rolava uns jogos legais. Após esse período, minha primeira partida de vôlei sério foi no primeiro ano de faculdade, nos jogos internos da Claretiano, em Batatais. Os jogos era uma atração à parte, com resquícios de emoções e adrenalina iguais à uma Copa do Mundo, todos levavam muito à sério. Enfim, no vôlei, conseguimos chegar à final contra uma das salas do 4° ano. Me lembro que foi um jogo muito disputado e me lembro também que o ponto final da vitória deles foi em uma falha de recepção minha. Meus amigos reclamaram bastante, com razão, pois vacilei legal. Fiquei bem aborrecido na época, o que me trouxe grandes ensinamentos com esta amarga situação.

No 2° e 3° ano de faculdade não entrei para o time de vôlei da minha sala nos jogos. Preferi me dedicar ao futebol e natação. Me lembro que tal decisão não se baseou na frustração do último campeonato, eu havia superado, mas talvez no meu subconsciente eu não queria me expor novamente. Entretanto, no último ano de faculdade, voltei a competir com o vôlei nos jogos internos e chegamos na final novamente. A lembrança do frio na barriga antes do jogo, no belíssimo ginásio da faculdade, é intensa ainda. Consegui ir bem na partida, e adivinhem, o ponto final que nos levou ao título foi em um bloqueio duplo ao qual subi, junto ao meu colega Fagner, e interceptamos o forte ataque adversário. A emoção daquele momento nunca sairá da minha cabeça.

O fato é que o esporte nos leva à superação, e os momentos que ficam guardados em nossa mente, sejam eles bons ou ruins, sempre vão nos trazer ensinamentos que nos deixarão mais fortes. Fato também é que o voleibol sempre será um esporte importante para o Brasil, seja ele nas aulas escolares até as grandes conquistas dos profissionais. Uma modalidade tradicional e agradável de praticar, desde a brincadeira de “3 cortes”, passando pelo vôlei adaptado, de praia até o de quadra. No vôlei, a bola pode ser leve, mas sua história é de um peso considerável.

Fabiano Cardoso Pradela

“Não devemos nos orgulhar de sermos melhores do que os outros, mas sim, melhores do que já fomos. ”

Bernardinho, técnico de voleibol

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