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QUIERO QUE BRASIL SEA CAMPEÓN

A Seleção Brasileira de Futebol é um dos maiores patrimônios esportivos do nosso país, se não
o maior. É nela que se encontra os pilares da trajetória do Rei Pelé e de tantos outros jogadores ao longo de
todos os anos de futebol em nosso país. É nela que evidencia o amor do brasileiro pelo maior esporte do
mundo. É nela que sempre aflorou o patriotismo em ver o seu país sendo o melhor do mundo. Literalmente,
a camisa amarela tem um peso absoluto e é extremamente respeitada em todo o planeta.

Respeito esse que, talvez, não seja tão grande assim no seu próprio país de origem. O interesse
ao longo dos anos pela Seleção Brasileira está diminuindo. Hoje em dia as crianças sabem perfeitamente dias
e horários dos jogos da Champions League e do Brasileirão, mas não sabem que tem jogo do Brasil. O
extracampo, no sentido de gestão, tem sua parcela de culpa, afinal, porque os amistosos do Brasil só estão
acontecendo na Europa? Afinal, porque na abertura da Copa América 2019 o Morumbi tinha 25 mil pessoas
à menos do que a capacidade?

Dentro das quatro linhas o Brasil também perdeu popularidade, muito pela ausência de grandes
craques, outro também pela ausência de jogadores dos clubes brasileiros, afastando o interesse dos
torcedores clubistas. Fato é que os torcedores de hoje estão perdendo sua torcida por pouca coisa. Se o
Neymar não vai bem, “bem feito que perdeu”; se o Tite escala mal, “tomara que perca”; a política está no
meio (como sempre esteve), “tem que perder”. O torcedor fanático sempre dividiu espaço no seu coração
entre o clube e a seleção, antes era 60% clube, 40% seleção. Hoje podemos dizer que aumentou o clube para
90%. Mas são coisas distintas, sendo esse amor podendo ser dividido por igual, sem sequelas.

Nas vésperas da convocação da Copa do Mundo de 2002, praticamente o país inteiro clamava
pela convocação do Romário, que tinha status de grande craque, estava em ótima fase e fazia gols toda
rodada. Além do “Baixinho” estar voando, a dúvida sobre Ronaldo Fenômeno era enorme, voltando de uma
contusão onde ficou meses parado. Mas Felipão foi teimoso, e não convocou Romário. Mesmo assim, o país
todo abraçou a seleção e torceu fortemente pela equipe, até chegar ao penta. Imaginem esse fato hoje?
Muitos não assistiriam a Copa, ou torceriam contra, “porque o Romário não foi convocado gente, que
absurdo. ”

Agora, mediante todos os fatos que elevam o desprestigio ou a falta de interesse do torcedor
brasileiro em relação à seleção, o que não podemos permitir, em hipótese alguma, é o brasileiro, em uma
final de Copa América, entre Brasil e Argentina, torcer para a Argentina. Sinto muito, mas não dá. Olhemos o
exemplo deles mesmos, nossos “Los Hermanos” jamais torceriam para o Brasil contra eles, jamais.

Embora o gosto pelo bom futebol nos tornam admiradores de craques como Messi, perder o
respeito básico pela camisa que representa seu país para torcer por um país que nunca nos respeitou no
futebol, sempre colocando apelidos racistas, “batizando” a água dos nossos jogadores e inferiorizando Pelé
frente a Maradona é fugir do que mais apaixonante é o futebol, a rivalidade. Se vai torcer para a Argentina,
pesquise o histórico desta camisa amarela e mude de ideia. O amor pelo futebol deve passar pelo sentido da
rivalidade, pelo clubismo, pelo patriotismo. Se você não tem isso, você não ama o futebol, apenas o admira.

Fabiano Cardoso Pradela

“Vencer é bom, vencer da Argentina é muito melhor ”
Galvão Bueno, narrador esportivo

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