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RENOVAÇÃO DA BOLA LARANJA

O maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas, estão próximas de começar. Tóquio, país sede, vem se preparando para receber esse gigantesco evento que vem proporcionando grandes desafios aos organizadores devido aos protocolos contra a Covid 19. Mas, infelizmente, os orientais não terão a oportunidade de receber as equipes masculina e feminina do basquete brasileiro.

O basquete é um dos esportes coletivos mais importantes para o Brasil. Sempre presente na Educação Física Escolar, tal modalidade já deu grandes emoções aos torcedores brasileiros. De Oscar, Hélio Rubens, Hortência, Paula e outros heróis da modalidade, é fato que o basquete evoluiu muito com a criação da liga NBB, tornando o esporte com maior suporte financeiro, atraindo investidores e aumentando a divulgação na mídia esportiva, mas precisamos acelerar ainda mais essa evolução.

A seleção feminina não conseguiu nenhuma vitória no Torneio Pré-Olímpico realizado na França. Um final melancólico, ao qual apenas o último colocado não ia para Tóquio, justamente a colocação de nossa seleção. Já a masculina não fez um pré-olímpico ruim, jogou bem, porém no último jogo contra a Alemanha, foi engolido pela defesa alemã a amargou profundamente a não classificação para os jogos. O técnico da seleção masculina, o croata Aleksandar Petrovic, usou as redes sociais para desabafar e apontando a culpa nas ausências de jogadores importantes, como Didi e Raulzinho, carimbando até que, com eles, estávamos próximos do ouro. Um desabafo talvez exagerado, mas com certeza foi de coração.

Diferente do vôlei, que possui em média 6 seleções de ponta, ou do futebol, que possui sempre as mesmas seleções favoritas em cada continente para participar da Copa do Mundo, o basquete é um esporte com um equilíbrio gigantesco, onde classificar para uma olimpíada ou mundial é muito difícil. Salvo a seleção norte americana, as demais possuem uma igualdade técnica muito aproximada, onde detalhes como a ausência de jogadores da NBA podem ser cruciais.

No mundial de 2002, realizado em Indianápolis-EUA, o então técnico da seleção masculina Hélio Rubens planejou uma adequação de veteranos com novos talentos que chamou atenção na época. Foi uma mescla de 6 jogadores experientes com 6 abaixo dos 23 anos, alcançando um bom 8º lugar. Na sequência, com Lula Ferreira, essa mescla, que deveria estar em ascensão voltada para novos jogadores não foi progredindo, levando o Brasil para um 17º lugar no mundial de 2006, no Japão. O trabalho maciço de renovação diminuiu o ritmo.

Hoje, apesar do mérito indiscutível, ver jogadores como Alex Garcia, com 19 anos de seleção ainda ser essencial para a equipe, nos leva a refletir que o basquete necessita de uma massificação, onde o aumento do volume de novas equipes, mais torneios e, principalmente, fomentar o crescimento das categorias de base elevaria a quantidade de opções e, automaticamente, aumentaria a qualidade da modalidade em cenário internacional. A linha do tempo de uma geração de jogadores está muito longa no basquete brasileiro e quanto menor ela ficar, maior a chance de progresso. Embora ter novos nomes não seja o suficiente, pois não adianta tê-los e não poderem servir a seleção brasileira, o que acontece com muitos que jogam na NBA e Europa.

A reflexão que deixamos é: como massificar o basquete sendo que nem nas olimpíadas estão? Posso dizer que não precisamos iniciar do zero e devemos aprender com os erros que culminaram na não participação em Tóquio, pois muitas vezes temos que dar um passo para trás para dar dois para frente.

Fabiano Cardoso Pradela

“Quando você conhece a sensação de fracasso, a determinação persegue o sucesso”

Kobe Bryant, jogador de basquete

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