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O VALOR NA EMPATIA

O esporte é uma ferramenta diversificada de socialização, aprendizagem e lição de vida que ultrapassa simplesmente a questão da saúde do
corpo. O esporte nos dá inúmeras oportunidades de guardarmos histórias e amigos para o resto de nossas vidas. Além disso, para nós professores, ao qual nos dá a responsabilidade de ensinar nossos alunos, por certo conseguimos transmitir conhecimentos e valores que ajudam
na construção deles, mas, muitas vezes, são eles que nos ensinam variadas questões, onde podemos afirmar que nós adultos aprendemos muito
mais com nossas crianças do que podemos imaginar.

Esta semana tive uma experiência inesquecível. Estava visitando salas de aula em uma escola para divulgar um projeto interno na mesma de futebol
de salão, convidando e incentivando os alunos a participarem dos treinos. Certo momento, um dos alunos, em uma cadeira de rodas, levantou
a mão educadamente e, após receber a permissão para falar, disse assim: “Professor, eu queria muito participar, mas não posso”. Instantaneamente eu disse para ele que poderia participar sim do projeto de futsal, ele iria ser meu auxiliar, ficar com um apito e me ajudar a monitorar os
demais alunos, me ajudando a orientar e até a dar bronca nos mais preguiçosos, e quem sabe, ocasionalmente até jogar de goleiro, claro que

tomando cuidado para não se machucar ou estragar sua cadeira. Os olhos dele brilharam com a idéia e a felicidade no rosto dele era evidente.
Tenho certeza que ele vai nos ajudar muito, na eficiência da aula e, principalmente, no exemplo a ser seguido.
Após este dia, fiz questão de contar essa história aos meus demais alunos, mostrando para eles o quanto, às vezes, não valorizam o que tem
de mais importante, a saúde. Sempre falo para eles o quanto de crianças em leitos de hospitais e em cadeira de rodas dariam tudo para ter a
oportunidade de correr e chutar uma bola, fazer parte de uma equipe de futebol. Muitos têm esse privilegio e não levam a sério, deixam a preguiça falar mais alto.

E são exemplos assim que conseguimos, através da empatia, abrir os olhos para que possam cada vez mais se dedicar e buscarem treinar com afinco, pois reclamam tendo de tudo. E cabe aos pais e professores mostrarem esse lado para eles. E cabe a todas as pessoas entenderem o quanto é importante a inclusão, onde a participação de qualquer pessoa em qualquer seguimento é bem vinda, muitas vezes faltando apenas criatividade para que o encaixe seja perfeito.
Fabiano Cardoso Pradela
Colunista esportivo

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