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O IMPÉRIO DA FELICIDADE

Adriano Imperador, para os mais íntimos, Didico, completou 40 anos na última quinta-feira. Um dos maiores atacantes do futebol mundial, Adriano se destacou na base do Flamengo e, muito cedo, foi para a Itália jogar na Inter de Milão, onde viveu o auge da sua carreira, recebendo o famoso apelido de Imperador. No retorno ao Brasil, jogou pelo Flamengo, Corinthians, São Paulo e Athletico-PR. Viveu grandes momentos na Seleção Brasileira, participando do favoritíssimo time na Copa do Mundo de 2006, jogando ao lado de Ronaldo, Ronaldinho e Kaká. Mas o que ficou
marcado com a camisa amarelinha foi o gol nos acréscimos contra a Argentina na Copa América de 2004, empatando o jogo e levando a disputa para os pênaltis, onde nosso país sagrou-se campeão. Quem nunca viu vale a pena entrar na internet e buscar esse gol narrado por Galvão Bueno.
Após esta conquista, Didico receberia uma notícia que seria o “divisor de águas” na sua carreira, o falecimento do seu pai. O Imperador nunca mais foi o mesmo, ao qual, um tempo depois, saiu da Itália e voltou para o Brasil justamente para ficar mais próximo da família. Parou de jogar precocemente, aos 34 anos. Ainda tinha “lenha para queimar”, mas ele não estava mais feliz jogando futebol e convivendo nesse meio da bola, por vezes tão repulsivo.
Adriano é um exemplo de craque nas quatro linhas, mas gostaria de destacar o exemplo que ele dá fora delas, ao optar por não viver em meio
ao luxo que a carreira de grandes jogadores permite. Adriano é um cara simples, que convive com os verdadeiros amigos da infância, se fazendo freqüentemente presente na Vila Cruzeiro, onde nasceu e guarda grandes memórias aquém do mundo do futebol. Adriano mostra a muitos
que a vida não é só dinheiro, fama e luxo, que a simplicidade dos lugares e pessoas que amamos é a verdadeira felicidade. No futebol, enquanto
pais sonham em ver seus filhos em grandes clubes, vislumbrando dinheiro e fama, muitas vezes deixando tudo isso atrapalhar a tão sagrada relação que se deveria ter, esquecendo do lado humano, como podemos ver no documentário da Netflix do Neymar, Adriano, acredito eu, daria
tudo que conquistou para abraçar seu tão amado pai novamente, mostrando ao mundo o que realmente importa na vida.
Fabiano Cardoso Pradela
Colunista esportivo

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