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PRÓXIMOS DE UMA TRAGÉDIA

O esporte, de fato, é uma explosão de emoções tanto para atletas e comissão técnica quanto para torcedores. Muitas destas emoções são positivas e inesquecíveis, mas algumas são negativas, tristes e que deixam torcedores com raiva e indignados com uma derrota ou eliminação.

Mas tal raiva e indignação devem ficar apenas nas críticas e protestos pacíficos, nunca ultrapassar o limite do respeito humano e integridade de cada profissional.

Mas não é o que vem acontecendo, principalmente no futebol. Tradicionalmente sempre vemos noticiários de jogadores sendo agredidos ou de torcedores invadindo centros de treinamento, raras as vezes com agressões, talvez depreciam o espaço ou simplesmente conversam para pressionar para uma melhora do clube.

Entretanto, os últimos casos estão ficando cada vez mais sérios.

Tivemos ano passado o cerco e pedrada no ônibus do São Paulo FC, que estava em má fase vendo o título do Brasileirão 2020 saindo lentamente de suas mãos. O mesmo que também viu seus torcedores invadirem a semifinal da Copinha com uma faca nas mãos. Recentemente uma bomba lançada no ônibus do Bahia, machucando o rosto do goleiro Danilo Fernandes e uma pedrada no ônibus do Grêmio momentos antes do Gre-Nal, ao qual ocasionou na internação do atleta Villasanti com traumatismo e no cancelamento do jogo. Tragédia maior também aconteceu no México com uma “guerra” entre torcedores dentro do estádio. Lembremos também das violências verbais de racismo e xenofobia que vemos no futebol mundial. A lista de fatos vem crescendo absurdamente.

Em todo o mundo, quando acontecem desastres aéreos, tudo é muito bem investigado para que se descubram as causas e desenvolva ainda mais ações de segurança para evitar um próximo desastre. No esporte poderia ser assim, cada ação deste tipo deveria levantar discussões entre autoridades e, de fato, implantar mudanças e campanhas efetivas para evitar um próximo caso. Na Fórmula 1, esperou se que um grande piloto como Ayrton Senna morresse nas pistas para que mudanças drásticas de segurança tivessem que ser implantadas, mudanças que o próprio Senna já destacava e defendia na época.

No futebol, talvez e infelizmente, deixarão para aumentar a segurança nos estádios quando algo pior acontecer. O esporte não é para isso.

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