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UM GIGANTE FC

Se existe um time no futebol paulista que dificilmente desperte uma rejeição por parte dos adversários e até mesmo dos principais rivais, esse time é o Santos Futebol Clube. O Peixe é um gigante, não só pela longa história, completando nesta última quinta feira 110 anos, mas pela qualidade da sua história, ao qual o maior feito é nada mais nada menos que ser o berço do Rei do Futebol, nosso Pelé. Confesso que fui santista até meus 7 anos de idade, ao qual torcia devido a influência do meu pai e do meu irmão mais velho. Mas em 92, meu irmão do meio e o time do Telê Santana me fizeram “virar a casaca” e, de lá para cá, sou São Paulino (com muito orgulho). Mas nunca deixei de admirar e respeitar o Santos, e me lembro até hoje quando, aos 5 anos, coloquei a camisa listrada de um vizinho e fui mostrar “todo e todo” na varanda de casa para meu pai. Lembro-me que, durante minha infância, minha visão do Santos era o time que jogava de branco na Vila Belmiro que terminava o jogo de marrom, pois o gramado da Vila era ruim demais e sujava muito o uniforme dos jogadores. Boba lembrança.

Tão logo veio os Meninos da Vila, com os garotos Diego e Robinho liderando o time campeão brasileiro de 2002 jogando bonito. 2004 também não foi diferente. Em 2011 surgiu a era Neymar, com a consagração do tri campeonato da Copa Libertadores e o vice-campeonato Mundial. Um time de craques que jogavam o “fino da bola”, despertando uma admiração em todos os amantes do futebol, tal admiração fez com que eu organizasse uma excursão na Associação Sabesp com nossos alunos para assistir a um jogo na Vila. A viagem foi divulgada com três meses de antecedência, as vagas foram preenchidas rapidamente. Todos queriam ver o Neymar jogar. Próximo da data, conseguimos organizar com o clube para que nossos alunos entrassem em campo com os jogadores, a euforia aumentou. Mas me lembro bem da tristeza que senti ao ficar sabendo, na quarta feira anterior, que o Neymar recebera seu primeiro cartão vermelho no jogo contra o Grêmio, ou seja, ele não jogaria no jogo em que estaríamos presentes. Apesar da frustração, a experiência de ver o empate entre Santos e Internacional nas arquibancadas da famosa Vila Belmiro foi demais, além de conhecermos o memorial do clube, com todas as histórias e troféus. Aliás, sempre faço questão de falar que nunca fomos tão bem tratados em excursões para jogo do que nessa viagem, desde adquirir os ingressos e entrar com os jogadores, os funcionários do Santos sempre nos atenderam perfeitamente. Que clube sensacional, que ambiente. Embora não esteja vivendo uma boa fase, tanto em campo quanto na sua gestão, o Santos do Rei Pelé é um gigante do futebol mundial. E, de tão grande que é, aconselho a não ficar perdendo tempo com jornalista que o chama de Ninguém FC, você não precisa disso Santos. Igualmente meu São Paulo ficar dando IBOPE para declarações do legal do Daniel Alves até hoje. Seu apelido pode até ser Peixe, mas és um tubarão do maior e mais feroz possível, com respeito e admiração ao gigante que seu próprio hino diz: “Agora quem dá bola é o Santos”. Agora não, SEMPRE.

Fabiano Cardoso Pradela

Colunista esportivo

“Eu era apenas um garoto, quando conheci um grande amor. Esse amor vestia branco e preto, e me acolheu de braços abertos.”

Pelé,

Rei do Futebol

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