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GOLEADAS DA VIDA

Em ano de Copa do mundo sempre criamos aquela expectativa de vitória da Seleção e também do clima que o evento nos traz. Copa também sempre nos faz lembrarmos o passado glorioso como os três primeiros títulos do Brasil com Pelé e companhia, do tetra com Romário, Bebeto, Taffarel e outros craques e do penta de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Copa também nos faz lembrar momentos ruins como a derrota na final de 1950 para o Uruguai com o Maracanã lotado, o timaço de Telê Santana e Zico que jogou muito, mas não ganhou nada. Do quarteto mágico de 2006, com Ronaldo, Ronaldinho, Adriano e Kaká que ficaram no meio do caminho. Agora, lembrança pior que vivemos na Copa, dentro da nossa casa, foi a derrota para a Alemanha na semifinal por 7 a 1 em 2014.

Goleadas sempre são muito marcantes no futebol, elas existem e acontecem frequentemente, tanto no profissional quanto no amador ou no futebol infantil. Golear um time é sinal de poder, grandeza, dever cumprido, autoestima elevada e muitos outros adjetivos positivos. Sofrer uma goleada é triste, humilhante, constrangedor e desafiador. Desafiador? Sim, pois muitas vezes o time que sofreu uma goleada ganha mais do que o time que goleou, basta saber tirar da situação o proveito certo e necessário.

 Em jogo de goleada o derrotado recebe a oportunidade de vivenciar grandes sentimentos que podem torná-lo ainda mais forte, pois sempre costumo dizer: “É preciso saber perder com sabedoria”. Sabedoria de encontrar nas adversidades oportunidades de melhorar e crescer. Afinal, quantas goleadas recebemos na nossa vida que nos elevam na chance de superar frustrações e tristezas? Diversas, dia a dia, no trabalho, na escola, na família e em todo lugar. A vida é feita de desafios e cada goleada nos fortalece ainda mais para, tão logo, deixarmos de sofrê-la, empatando e ganhando o jogo da vida com maestria e equilíbrio, em busca da felicidade.

 Costumo dizer também: “É preciso saber vencer com humildade”, pois para o time que goleou, tal situação pode ser uma enganação, pois em uma próxima, se entrar “se achando”, com soberba e “nariz em pé”, a goleada pode ser contra e a queda pode ser ainda maior. Mas de tudo isso o mais importante não é o resultado, é o aprendizado. Independente do placar do jogo, cada jogador deve entender que o que o faz vencedor é sua dedicação, sua força de vontade, sua contribuição para o time, pois muitas vezes ele pode se destacar em um jogo sofrendo uma goleada mais que qualquer jogador do outro time. E o “Goooooool da Alemanha” de hoje pode ser o “É campeão” de amanhã.

Fabiano Cardoso Pradela

Colunista esportivo

“Eu me preocupo muito mais com a qualidade do que com a quantidade.”

Carlos Alberto Parreira,

técnico tetra campeão do mundo

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