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ROSTOS CONHECIDOS

ROSTOS CONHECIDOS

Atualmente o futebol está globalizado, podemos acompanhar facilmente os jogos das principais ligas da Europa e, automaticamente, poder acompanhar os craques brasileiros em solo europeu semanalmente nas diversas plataformas disponíveis, trazendo para as convocações da Seleção Brasileira um ar de maior intimidade com os craques. Entretanto, nem sempre foi assim.

Nos meus tempos de infância era muito bacana poder acompanhar alguns craques do futebol brasileiro na Seleção. Lembro-me bem na Copa de 94 como era gratificante ver Zetti, Leonardo, Muller e Cafu na Seleção, craques do meu São Paulo. Ou até mesmo ver o Viola, Zinho ou Mazinho, jogadores dos rivais paulistas, rolava um sentimento de intimidade. Diferente de um Taffarel, Romário, Bebeto ou Dunga, craques que víamos com mais atenção apenas nos jogos da Seleção, ou por rápidas reportagens em alguns jornais na TV. Na Copa de 2002 também não foi diferente, pois dava um orgulho ver os são paulinos Rogério Ceni, Beletti e Kaká. Porque não confessar que Marcos, Ricardinho, Dida e até o “mala” do Vampeta eram bacanas de assistir. Eram rostos mais próximos do nosso dia-a-dia, uma forma de se familiarizar com a Seleção.

Sinto um sentimento parecido ao acompanhar a Francana nesta temporada. Começando pela comissão técnica. Nomes como o Helinho, Machado e Edilson, profissionais da bola a muitos anos, ao qual me espelhei no início de minha carreira (continuo me espelhando). O técnico Gustavo Cocão, onde foi meu aluno no Tok de Bola há 20 anos, um grande amigo que pude acompanhar sua carreira com muito orgulho e torcida. Nomes que lideram a equipe de uma forma que vai além do profissional, cuidando com carinho como se fosse o quintal de casa.

Pelos atletas então o sentimento é maior, e a torcida também. Ver fazer parte do elenco um Matheus Prado, Matheus Piu e Bruno, alunos meus por anos na Associação Sabesp, trás o mesmo sentimento de intimidade citado no início do texto, é muito legal. Ver também os jogadores que não fui professor, mas sempre acompanhamos no futebol infantil de Franca desde pequenos também eleva esse sentimento, como o Marcos Roque, Iury, Murilo, Alemão, Pedro, Marquinhos, Gustavo, Caio e muitos outros jogadores que cresceram nos campos de Franca, muitas vezes acompanhando a Francana e, na maioria delas, assistindo a equipe sendo rebaixada ou ficando no meio do caminho. Eles têm a missão e a responsabilidade (maior que o normal) de vestir essa tradicional camisa, jogando sob olhares de torcedores normais e também torcedores formados pela família, amigos de infância, vizinhos e colegas. Ninguém disse que seria fácil, mas ver pratas da casa jogando pelo time da cidade é uma emoção diferente. A perseverança, paciência e a fé em um trabalho sério e dedicado, talvez com resultados positivos em longo prazo, poderá nos levar a crer que Santo de casa pode fazer milagre sim.

Fabiano Cardoso Pradela

Colunista esportivo, Profissional de Educação Física, Empresário

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