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O Templo

Qual o significado de templo? Segundo o dicionário é: “Edifício consagrado; lugar digno de respeito”. E no esporte, tradicionalmente, existem estruturas que são “batizadas” popularmente de templo, uma ilusão à importância histórica esportiva passada em tal lugar. Podemos chamar de templo o estádio do Maracanã, por muito tempo o maior estádio do mundo, ao qual foi sede de duas finais de Copa do Mundo (1950 e 2014), palco da abertura das Olimpíadas de 2016 e local de inúmeras partidas importantes dos grandes clubes cariocas e da Seleção Brasileira. Na Fórmula 1 podemos considerar como templo o exótico circuito de Mônaco, realizado nas ruas do principado, é um prato cheio para o turismo e um desafio aos pilotos, com uma pista estreita e um ambiente charmoso que diferencia tal corrida das demais.

Voltando ao futebol, podemos considerar como um templo do esporte o estádio argentino La Bombonera, sede dos jogos da equipe Boca Juniors inaugurado em 1940, estrutura que por si só já aterroriza adversários, criando uma acústica da sua incansável torcida que eleva a adrenalina de todos, se tornando um caldeirão que ajuda muito a equipe nos jogos, literalmente um local digno de respeito no mundo do esporte.

Outro exemplo que talvez seja o principal templo esportivo mundial, cheio de significado e o mais próximo da alma de divindade que a palavra templo trás é o Estádio Panatenaico, na Grécia, lugar onde se celebraram os primeiros Jogos Olímpicos de nossa era, construído em mármore branco entre 1869 e 1870 no mesmo lugar onde havia sido edificado o estádio, em madeira, no ano de 330 a.c para a celebração das competições esportivas que eram realizadas durante a Panateneas (celebrações religiosas à deusa Atena), que deram origem às Olimpiadas.

No Basquete brasileiro, o templo esportivo é nosso querido Pedrocão, palco histórico de grandes vitórias do time mais tradicional da modalidade em todo o país, o Franca Basquete. O Pedrocão vazio já trás uma vibração de arrepiar, provando que a energia ali vivenciada ao longo da história é, de fato, digna de percepção, o que os grandes locais esportivos causam mesmo vazios. Agora, quando ele está lotado e vibrante, como ocorreu no Play-off da Final do NBB entre Sesi Franca e Flamengo, a chance do adversário vencer diminui muito. Franca foi campeã vencendo o quarto jogo literalmente passando por cima da equipe carioca, como um rolo compressor, como nossa torcida mesmo canta. Foi um massacre que, com toda certeza, originou da energia da torcida, ao qual cada grito de cada torcedor se instalou em cada veia de cada jogador, se transformando em uma motivação tão grande que resultou em uma vitória expressiva. Esse jogo mostra o quão um templo esportivo é poderoso e digno de respeito, enchendo aqueles que lá estiverem de uma energia tão positiva que ficará na lembrança para o resto da vida. Esse é o verdadeiro espírito esportivo, que trás arrepio e consolida  as emoções que a harmonia do esporte cria. E os flamenguistas experimentaram amargamente o revés desta sinergia envelopada no grandioso templo Pedrocão, sediado na brasileiríssima capital do basquete: Franca/SP.

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