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Bons, e velhos tempos

Existe um texto muito bacana que circula nas redes sociais ditando as regras do futebol de rua de antigamente. Ao lê-lo fiz uma viagem no tempo, lembrando exatamente as aventuras do nosso futebol de rua no Leporace 3, bairro onde eu nasci. Junto com meus irmãos e amigos da vizinhança, era sagrado todas as regras abaixo citadas, existia uma disciplina em cima das mesmas absurda e engraçadamente. Uma alegria de recordação.

Mas também tal texto me deu certa tristeza de entender que meu filho não terá esse tipo de vivência, pois nos dias de hoje é difícil as crianças ficarem na rua, são outros tempos que temos que nos adaptar. As brincadeiras de rua das crianças de hoje são as atividades físicas nas escolas, as escolas esportivas e encontros com os amigos, sempre monitorados por pais. Mas, dentro de cada realidade, o que temos que entender é que, jamais, as crianças devem perder sua felicidade natural da idade, muitas vezes sendo massacrada pelo uso excessivo do celular, que tanto coíbe a socialização dos nossos pequenos. Para vivermos o presente pensando no futuro, não podemos esquecer as coisas boas do passado e passar isso aos nossos filhos é uma missão criativa, se adaptando à atual realidade. Está aí o desafio e abaixo o texto ao qual me referi. Boa viagem no tempo!!!

REGRAS DO FUTEBOL DE RUA DE ANTIGAMENTE:

(1) Os dois melhores não podem estar no mesmo time. Logo, eles tiram par ou impar e escolhem os times.

(2) Ser escolhido por último era  uma grande humilhação.

(3) Um time jogava sem camisa e o outro com camisa.

(4) O pior de cada time era o goleiro, a não ser que tivesse alguém que gostasse de agarrar.

(5) Se ninguém aceitava ser goleiro, adotava-se um rodízio: cada um agarrava até sofrer um gol.

(6) Quando tinha um pênalti, saia o goleiro ruim e entrava um bom só para tentar pegar a cobrança.

(7) Os piores de cada lado ficavam na zaga.

(8) O dono da bola jogava sempre no mesmo time do melhor jogador.

(9) Não tinha juiz.

(10) As faltas eram marcadas no grito: se você fosse atingido, gritava  como se tivesse quebrado uma perna e conseguir  a falta.

(11) Se você estava no lance e a bola saia pela lateral, gritava ” é nossa” e pegava a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança (essa regra também se aplicava ao “escanteio”).

(12) Lesões como arrancar a tampa do dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras eram normais. Pra isso existia o Merthiolate ( que ardia igual inferno).

(13) Quem chutava a bola para longe tinha que ir buscar.

(14) Lances polêmicos eram resolvidos no grito ou, se fosse o caso, na pancada.

(15) A partida acabava quando todos estavam cansados, quando anoitecia, ou quando a mãe do dono da bola mandava ele ir pra casa; ou aquela vizinha prendia a bola que caia na casa dela ou cortava bola.

(16) Mesmo que estivesse 15 x 0, a partida acabava com o “quem faz, ganha”.

(17) Rua de baixo contra rua de cima valendo garrafa de Coca-Cola….

(18) Mesmo que chova forte, certamente haveria futebol.

(19) O famoso grito “paroooou” quando vinha carro ou uma mulher grávida, ou com criança, passando perto da pelada.

(20) Não existia essa de Adidas; Nike…Era Kichute ou jogava descalço. E o goleiro não usava luvas; usava era chinelo havaianas na mão. E as traves eram pedras ou chinelos.

Lembrou tua infância!!??

Então fostes uma criança normal…

Velhos tempos que não voltam mais.

SÓ SABE O QUANTO FOI BOM QUEM VIVEU ESSA EXPERIÊNCIA.

Escritor desconhecido;

Fabiano Cardoso Pradela

Colunista esportivo

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