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TÉCNICO INFLADO

Se tem um personagem que sempre se destaca e chama atenção no popular mundo do futebol, esse é o técnico. Uma função difícil e extremamente importante no meio, assim como em qualquer modalidade. Ser técnico requer um traquejo enorme de conhecimento da modalidade, uma socialização evoluída e uma força mental e psicológica acima do normal. Ser técnico é ter a sorte de um grupo que, por melhor que você faça, consiga entender seu trabalho, o famoso “deu liga” entre comissão técnica e jogadores.

No futebol brasileiro atual colecionamos interessantes histórias. Primeiro a diminuição da expressão “dança das cadeiras”, ao qual clubes iam trocando de técnicos de poucas em poucas rodadas. Agora os clubes estão, na sua maioria, dando mais tempo antes de demitir o técnico. Outra, o aumento de técnicos estrangeiros, uma aposta iniciada pelo Palmeiras que deu absurdamente certo e que vem aumentando cada vez mais. Hoje o Brasileirão possui em equilíbrio na quantidade de técnico estrangeiro e nacional.

História interessante é a do Dorival Junior, demitido do Flamengo sem razão nenhuma após vencer a Libertadores e Copa do Brasil do ano passado, com a chance de se “vingar” sendo campeão em cima do ex-clube na Copa do Brasil deste ano pelo São Paulo. Interessante também é acompanhar as idas e vindas do ícone Vanderlei Luxemburgo, melhorando o Corinthians a cada dia. Temos aqueles ídolos que entram nessa função carregando no currículo sua história como jogador, mas nem sempre a repetindo na mesma qualidade como Dunga, Roger Machado e Rogério Ceni.

Temos o Fernando Diniz, aclamado como gênio, sem nenhum título de expressão, mas sempre muito elogiado e com uma dinâmica diferente. Assumiu a Seleção Brasileira de forma interina, se dividindo entre o comando do Fluminense e o maior cargo técnico do futebol mundial. Ser técnico da maior seleção de futebol do mundo é uma missão árdua e complexa, mas uma missão de orgulho. Diniz deve se sentir grato e orgulhoso pela oportunidade, pois a “Amarelinha” é a camisa mais pesada do mundo.

Papelão quem faz nessa história toda é a CBF e o grandioso técnico italiano Carlo Ancelotti. A CBF divulga para o mundo que, daqui a um ano, o maior técnico do futebol atual assumirá a seleção. Uma aposta duvidosa, mas que um dia deveria acontecer: um técnico estrangeiro. Talvez um detalhe a mais precisa ser inserido para que o hexa venha, pois diante de dois ciclos praticamente perfeitos em estatísticas com o Tite, mesmo assim não trouxeram a sexta estrela. E o protagonista da situação não disse uma palavra a respeito, muito talvez pelo profissionalismo, mas um silêncio e irritação demonstrados por Ancelotti causam desprezo pelo cargo que porventura irá assumir, um primeiro capítulo não muito legal.

Ancelotti na Seleção, sim. Dessa maneira, não. Se conseguir se manter no cargo até a Copa de 2026, o hexa vem. Mas ouso em dizer que na próxima Copa teremos o “Dinizismo” na área técnica brasileira.

Fabiano Cardoso Pradela

Colunista esportivo, Profissional de Educação Física e Empresário

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