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TUDO NA “BRINKES”

Existem alguns elementos no futebol que são indiscutivelmente indispensáveis para a sobrevivência da modalidade. Vivenciamos jogos e mais jogos com estádios vazios durante o ápice (ou os ápices) da pandemia, destacando como é ruim a ausência da alma do futebol, a torcida. Outros elementos como os programas esportivos, as mesas redondas, as convocações da Seleção, o mercado da bola, as polêmicas entre técnicos, jornalistas e jogadores, o CartolaFC, a politicagem da bola; tudo isso aquece e envolve o futebol tornando-o ainda mais interessante, sempre. Mas um elemento fortemente vibrante é a zoeira no futebol. Muitas segundas feiras tornam-se mais leves quando seu time ganha o clássico no domingo e
você chegará ao seu trabalho ou na escola armado de provocações contra os amigos rivais, o duro é quando é o contrário, daí haja paciência e resiliência. São sessões terapêuticas gratuitas kkkk. Existem as zoeiras eternas que passarão por gerações sendo discutidas e aclamadas pelos rivais: as famosas quedas para a série B dos grandes clubes, o bi-mundial com uma Libertadores do Corinthians, o “cheirinho” a cada eliminação do Flamengo, a torcida idosa ou “sem torcida” do Santos e os bambis do São Paulo. Falando em São Paulo, o lançamento feito pelo próprio em apelidar o clube de Trikas foi um prato cheio para a atualização da zoeira para com o clube muitas vezes chamado de Soberano, e o responsável pelo marketing tricolor merece o prêmio de funcionário do ano, pendurado nas paredes dos rivais, exceto na do próprio Morumbi.
Temos muitas outras zoeiras que podem ter data de validade, e isso vem despertando uma grande tristeza nos rivais, afinal, qual o tamanho do vazio deixado após o São Paulo vencer uma Copa do Brasil? Ou o Fluminense, o famoso “Virgem das Américas”, vencer uma Libertadores ou Sulamericana? Será que ainda demorará o fim da zoeira do Cruzeiro na série B? Ou o Vasco com grande potencial econômico e sem dívidas? Temos o “time grande não cai” dos flamenguistas, são paulinos e santistas, que hora pode acontecer, ou nunca. Cruzeirenses se calaram eternamente diante da tradicional zoeira ao Atlético MG em nunca ser Bi-campeão após o título do último Brasileirão. E uma das maiores zoeiras do futebol, direcionada ao Palmeiras, com direito à música “Sem Copinha e Sem mundial” vem sendo enterrada à prestação: primeiro com o título da Copinha, e muito breve pode ser exterminada de vez com o título do mundial de clubes 2022. O Verdão está perto disso, contra tudo e contra todos, e essa zoeira será um grande combustível para a busca deste sonho. Veremos.

“A zoeira no futebol é necessária e saudável. A maioria gosta de sacanear, mas não de ser sacaneado” Chico Lins, jornalista

Fabiano Cardoso Pradela
Colunista esportivo

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